Corpo estilhaçado, queimado com as tuas chamadas. Ele também é de vidro, um dia quando cai parte-se e deixa de ser a tua defesa com o ar do mundo dos outros..
O sol também se envergonha e se esconde de toda a fantasia; num céu que pintamos juntos, nas nuvens que juntos desenhamos... eu perdi-me lá sentada à espera que o tempo me dissesse a altura certa para agir. Esperei... esperei.. mas ele também se escondeu e nem uma resposta me deu. Só me apeteceu revolucionar toda a minha vida, começar do zero como um feto ainda por saber se é menino ou menina.. Cortei o cabelo ao sabor da doença, fiz o piercing em honra à Medicina e ía agora tatuar as minhas costas para sempre ? Já são chicotadas a mais, de joelhos já atravessei o rio Douro à procura de uma resposta para a minha existência. A resposta foi tão simples, : Sobreviver não é viver no limar... é lutar!
Não, não tenho lutado com tudo o que tenho, nem quero. Quero guardar tudo o que me conseguirá colocar no piso certo para me veres. Já não há lágrimas de sangue que me levem à morte, nem pensamentos que me invoquem o meu passado... O sábio também me disse que tinha que largar tudo; deixar a mochila no coração e aprender a vaguear na minha vida. Com dois pés assentes no chão. Olhos que esperam que eu falo. De cabelo ao vento, por mais que tente não há sorriso que me falhe nem mesmo ombro que me descaia.
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