terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amo (...) então somos(...)?


 Amo quando me deixas no canto e quando fazes pontaria para o meu pé, e não consigo caminhar, correr atrás de ti e depois lá vem a lágrima a socorrer a bala que trespaçou os tecidos em que tu própria tocaste. 
Amo quando me mentes e dizes que tudo apazigua, mas só estás a pedir-me para estar novamente nua. 
Mente aberta, recorre ao nada que nele tudo existe! 

Agora são 23:06 não sei se vou até o centro dos meus pensamentos andar à toa nas nuvens fofas que criei e conseguir respirar o vento do mar que é todo meu, observar as arrebentações das ondas na praia, ou se fico aqui neste quarto frio sozinha esperando talvez o telefone a tocar com uma noticia menos comum.
Somos meninos quando devemos ser homens e homens quando devemos ser crianças travessas que roubam frutas e vão comer em cima de uma pedra ou no fundo de uma rua, numa grande desconfiança que o segurança ou o dono do pomar possa vê-lo devorando com insanidade tal fruta.
Então somos homens ou somos crianças? Somos adultos maduros e sabemos o que queremos?

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