sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Diário de uma Prostituta.

"Metade de mim foi ao chão.
O meu exemplo batia-me, pois metia-se na bebida com o tempo esquecendo-se do espaço em que me havia metida.
Não tinha emprego por isso bebia, bebia para esquecer as suas tristezas, para esquecer que tinha um lar para cuidar. O sofrimento? Era uma constante, nesta vida.
Até que a raiva nos cercou e nos levou a andar de casa em casa a fugir de tudo e de todos; o medo reinava e imperava connosco. Era assim uma vida desgraçada, assim passei a minha adolescência, de escola em escola.
No vento tu trouxeste embalado, medindo as forças do tempo, TUDO só para me pedir perdão! E eu mais uma vez quase disse não sem pensar em vão que tudo poderia ficar melhor.
Até eu passar para a marginalidade foi um passo tão pequeno, quanto de uma criança. Primeiro o álcool, depois as drogas e por último a prostituição. Não é uma vida que me orgulho, mas sou origem dos factos que me originaram. Não tive ninguém que me apoiasse, me desse um rumo a minha vida.  Ninguém parecia querer saber, comecei por sustentar os meus vícios. Ao princípio até gostava, sabia bem o que estava a fazer, até ganhava dinheiro.

Até que quando vi o teu coração nas mãos o meu corpo não se conteve. Quem era para continuar de pé ?  Diante de um gesto tão nobre eu doei-me à minha vontade de esquecer o coração e o que ganhava na mão.
O pior veio a seguir, clientes violentos, queriam-me forçar a fazer algo que não desejava a ter relações indesejadas, cai no fundo, mais não poderia cair...Desejei acabar com esta vida, mas faltava-me a força de vontade, algo que me permitisse ajudar para remar para outro lado da maré. 
Não conseguia parar de dançar mesmo vendo aqueles olhares sobre desejo em mim... A música intensificava os meus movimentos, fazia-me recair sobre os meus músculos e requebrar a cada chamamento teu. 
Nem sempre o corpo é abusado.. o corpo sempre foi recriado e abusado por mim, pela minha vontade, pela minha falta de coragem, pelo medo que voltar a ver a bebida a espancar a pouca estabilidade que em mim tinha encontrado. 
Sim, gostava de ter sido aquela rapariga normal, mas sabes, senti-me mulher no momento que subi ao palco e dancei cada desabafo meu... quando deslizava sobre o varão, via tudo na minha mão, avistei um mundo que me havia fugido mal abri os olhos à vida. 
Por mais que seja julgada e incompreendida, não sou nem mais nem menos do que tu, sou filha da mesma vida que tu. Se vou continuar neste caminho ? Não... ele é que continuará comigo. 
Enquanto a tua veia puxa pela droga e a tua canção te puxa pela voz.. o meu corpo puxa-me para a libertação. 
Não é triste, é uma recriação do que ninguém me pode dar e eu consegui encontrar. 
Hoje amo-me mais do que qualquer Homem me poderá amar. "

E assim fica uma leal e sugestiva opinião sobre algo que eu nunca conseguirei ser mas que muitas o são e não por opção.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segundas Casas.


Há locais que se tornam nas nossas segundas casas pela história que nos deixam na nossa própria história. Espinho desde criança me acompanhou com muita gente.. e largos passos dei.. nele me aventurei e fiz de mim o que sou hoje. Mas a vida é como andar sobre rodas.. Ganhamos equilíbrio o mais difícil é desviarmos-nos dos obstáculos e contorná-los , dando saltos que manobram o momento.
Mas a noite trata de nos acompanhar nesses passos e de nos aliviar a dor da queda com a sua geada.. Já o sol queima e há olhares que nos destróiem.
O rumo continua o mesmo, o caminho às vezes sofre umas pequenas curvas inesperadas, mas nada que um coração não saiba aguentar medindo e quantificando os benefícios de tudo o que nos acontece, sejam eles presentes ou futuros.
(...)

sábado, 24 de setembro de 2011

( Era uma vez...)


E sempre que posso sento-me ao som da tua canção, escuto a tua voz e imagino a noite em que a escreveste. Vejo aquela garrafa na mesa já meia vazia, o cinzeiro caído naquela farta sensação de sentires que não encontras a essência na tua melodia. Mas agora naquele palco despertas em mim toda a minha atenção e o meu lado excepcional de criança. Deixo-me abraçar em cada nota e descaio o meu rosto sobre as minhas mãos e deixo-me .. fico a observar-te.. De roupa desportiva, descuidada, colorida, comecei bem a entrada na tua noite. Uma coisa é certa, foi para mim que o teu olhar se dirigiu, foi em mim que ele fixou e sorriu, fosse por troça ou não, não passei em branco :)
Tudo parecia vazio. Não ouvia mais nada nem ninguém. Cruzei os pés e deleitei-me na cadeira. A única coisa que sentia era o pulsar do meu peito, sabes, era leve... devagar... não tinha qualquer dificuldade em me perder naquela magia da noite e de toda as pessoas repararem... o meu coração nem um segundo acelerou... Já com olhos meios pintados meios nus, dou voz ao pensamento e descobri que a tranquilidade do meu peito deve-se somente a ti. Porque nunca me tocaste no coração, apenas meu serás sempre e foste sem me tocares no coração. Não preciso de te afirmar, de te beijar, de te abraçar, de te aplaudir, os outros faziam isso por mim. Só havia uma coisa que sabia que ninguém faria por mim: eu estar sentada como estava a admirar-te e ver o quanto a música muda uma vida.
Acredita a minha admiração, o meu olhar sobre ti, nada mais nada menos foi como o maior aplauso na tua vida, pois a imagem ficou mais nítida e o momento mais claro e vi que perdeste(-me) a senhora da tua razão, a única mulher que jamais te iria desfazer, tudo porque neste mundo tudo o que é pouco é tão essencial como o nada que é muito.
Nesta altura, sonhava com príncipes, verdadeiros Homens, sabes ? Mas aprendi que não posso esperar pelos príncipes há que beijar os sapos. :)
E não, esta história não é verídica, nada disto me aconteceu, apenas me deixei levar por uma música e descrevi o que vi na fotografia. Esta menina era um ser tão perdido mas na loucura de estar perdidamente apaixonada.
Vitória, vitória, acabou-se a história. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu sei...

Eu sei que estou escondida no medo, mas sei que tenho a oportunidade de na Segunda estar a brilhar :) 
A porta abriu-se, o tronco rachou para brutar uma bela Mulher.. e disso me irei aproveitar para mostrar a mim mesma o que valho ! 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Perdi-me.

Acabei agora às 01:23 . Cada bafo contava uma lágrima. O meu coração está acelerado, perdido. O cheiro deixa-me ser ar. Estava mesmo a precisar de ver a ponta queimada e de no fumo desenhar-te já que na minha vida já nem pintar-te me é possivel. Eram nestes momentos que tu me chamavas. A minha vida não morreu, o meu corpo será sempre do teu olhar. Sabes, não aguento mais negar. Mas tudo deixo com a lua, foi a única que socorreu ao meu apelo, até o nevoeiro me cobriu de conforto. Fiquei 1hora deitada naquele chão de pedra à espera que o carro passasse sobre mim. Queria testar o perigo, desafiar o meu medo... descontrolar os meus pensamentos.
Não me encontro no sitio onde estou.
Apanhei o comboio e perdi-me nas paragens. O tempo vai passando e há quem me espere em casa na cama sem que eu siga a estrada. E agora ? A confusão está presa no meu peito e a desilusão habita nas pontas dos meus dedos.
Encontrei alguém que me amparou mesmo sem sol; despertou em mim a oportunidade de escrever-me em palavras futeis e crueis para com esta Vida que está destinada ao meu nome tão simplório mas tão gravado em vós. Só sinto pena que não vejam o meu estado, que não façam o que dizem, que não me surpreendam como eu sempre vos fiz agora que mais preciso.
Mas sim, o meu problema é superfluo perante o teu, eu sei.. Mas sabes, de tanta superficialidade me desfez... e agora ? Nada faz sentido. Procura-me se quiseres, que o meu mundo anda perdido.

Sobrevivente.


Corpo estilhaçado, queimado com as tuas chamadas. Ele também é de vidro, um dia quando cai parte-se e deixa de ser a tua defesa com o ar do mundo dos outros.. 
O sol também se envergonha e se esconde de toda a fantasia; num céu que pintamos juntos, nas nuvens que juntos desenhamos... eu perdi-me lá sentada à espera que o tempo me dissesse a altura certa para agir. Esperei... esperei.. mas ele também se escondeu e nem uma resposta me deu. Só me apeteceu revolucionar toda a minha vida, começar do zero como um feto ainda por saber se é menino ou menina.. Cortei o cabelo ao sabor da doença, fiz o piercing em honra à Medicina e ía agora tatuar as minhas costas para sempre ? Já são chicotadas a mais, de joelhos já atravessei o rio Douro à procura de uma resposta para a minha existência. A resposta foi tão simples, : Sobreviver não é viver no limar... é lutar! 
Não, não tenho lutado com tudo o que tenho, nem quero. Quero guardar tudo o que me conseguirá colocar no piso certo para me veres. Já não há lágrimas de sangue que me levem à morte, nem pensamentos que me invoquem o meu passado... O sábio também me disse que tinha que largar tudo; deixar a mochila no coração e aprender a vaguear na minha vida. Com dois pés assentes no chão. Olhos que esperam que eu falo. De cabelo ao vento, por mais que tente não há sorriso que me falhe nem mesmo ombro que me descaia. 


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Escolha.

E a vaidade tudo traiu...
Levaste-me a vontade de falar... roubaste-me a voz na poesia... só deixaste a chama deste sentir que me quebrou o caminhar e hoje encontro-me aqui, parada, sem o perfume do que é verdadeiro... Por vezes dá para me sentir o erro no meu próprio caminho, o que não queria ter nele, será que entendes ?
Podes dizer que é a levantar a cabeça que me entendo com a vida.. Mas eu digo-te que o melhor é desviar o olhar e deixá-lo cair para o chão, sendo este tantas vezes pisado e o único que poderá sentir o mesmo que eu . Calcada, pisada, julgada.. Isso foi tudo uma mera Batalha que venceste , pois eu ainda me encontro na Guerra. Mas sabes quando tudo depositas naquilo que fazes, e no final é usado por outra pessoa ?
Tudo o que construiste, fizeste crescer.. acaba por ser sentido por outra pessoa ?
É um osso duro de roer essa tua frieza e frontalidade não argumentada.
Eu não quero mais ser vista como 'Aquela', eu quero ser vista como um ninguém. É essa a minha escolha!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Preciso...

Preciso descobrir quem , a esta altura da vida, quem sou eu.

Na ficha do banco , apareço como cliente.
No restaurante, sou freguês.
Quando alugo uma casa, sou inquilino.
Na condução, sou passageiro.
Nos correios, sou remetente.
No supermercado, sou consumidor.
Para a récita federal, sou contribuinte...
Com o prazo vencido, sou inadimplente; se não pago sou sonegador.
Para votar, sou eleitor; mas no comício, sou massa.
Nas viagens, sou turista.
Na rua, caminhando , sou uma perdida a mendigar para o futuro;
se me atropelo, viro acidentada.
No hospital, transformo-me em paciente.
Para os jornais ,sou vitíma.
Se compro um livro, eu me torno leitor.
Se ligo o rádio, sou ouvinte.
No futebol, eu, que já fui torcedor, virei galera.
Quando eu morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome.
Vão me chamar de defunto!

Mas, na realidade, não sou apenas um nome ou um número.
Sou filha das minhas palavras e fruto do meu esforço !

domingo, 18 de setembro de 2011

18.09.2011 - Quinta da Prata , Pedrouços Maia

NÃO CONSIGO CONTROLAR ISTO QUE VAI AQUI DENTRO.
É DAQUELAS ALTURAS QUE PODEM INSULTAR-ME DO PIORIO QUE NADA ME ATINGIRIA. NEM MESMO A SITUAÇÃO AGRAVADA QUE TENHO EM MÃOS ME CONSOME HOJE. FOI O MELHOR DIA DESTE ANO! FOI A MELHOR COISA QUE ME PODIA TER ACONTECIDO. UM SONHO? MUITO MAIS QUE ISSO! UMA VIDA , DUAS, TRÊS ,... VINTE E UMA VIDAS EM JOGO E TUDO CORREU NA PERFEIÇÃO. AQUELES OLHARES, QUANDO OUVIA A VOZINHA DELES A CHAMAR O MEU NOME, QUANDO ME ABRAÇAVAM... QUANDO ABANDONAVAM OS PAIS PARA ESTAR COMIGO, QUANDO ALGO ACONTECIA ERA A MINHA QUE SOCORRIAM, VIRAM-ME COMO A Palhacinha Xana Tok Tok , EHPAH LINDOOOOOOOOOOOOOOOO CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOO!
ERA O MELHOR QUE ME PODIA  TER ACONTECIDO NA MINHA VIDA.
AGRADEÇO A QUEM ME DISPONIBILIZOU ESTA OPORTUNIDADE, E QUE ESTA SEJA UMA DE MUITAS POR FAVOR ! ABANDONO O MEU SONO POR ISTO ! PROMETO !
Mas sabem, o melhor é sair do portão e já sentir saudade.. parar numa rua perigosa na rotunda e pensar : Fogo, estou tão sozinha. nem para ligar ou mandar mensagem tenho alguém que me queira aturar e goste de falar comigo.. O coração acelerou mas a mente estava mesmo na tarde e tudo o resto desapareceu e fez-me crer que Mais vale uma cabeça acanalhada, mas com grande coração, do que uma cabeça grande e de coração pequeno ;)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

:x :)

E as cordas da guitarra soam a cada gemido teu... não de prazer, mas de uma dor inocente que toda a gente menospreza. É daquelas dores que se agarram a nós e nos bloqueiam os pensamentos que nos fazem sorrir, de acelerar o coração...
Não dá para sentir saudade de algo que nunca foi meu.
Não dá para pedir mais de algo que nunca senti.
Não dá para reclamar a tua posse se nunca te quis, pois verdadeiramente não eras a pétala da minha rosa.
Até que a corda da tua música quebra. Sabes o meu sufoco ? reflectiu-se num sorriso. Tudo porque ao fim ao cabo o que sempre quiseste foi ter-me nua avisando que era apenas tua. Foi o teu maior erro. :) Amo ouvir a minha mente dizer que fui nua nas palavras e apenas um fruto proibido nas tuas mãos, pois nunca nele conseguiste tocar.
Fui o acorde da tua guitarra que jamais soubeste tocar; fui a voz que te prendeu à cama sempre à minha espera; fui o lábio que caiu no receio de te dizer : Tudo isto é fachada! ; fui o acto impulsivo que te tatuou a cara quando me colocaste no mesmo posto que as outras. E para tatuar não preciso de te tocar, as palavras ferem mais.
Sim, hoje vejo o que os meus sonhos me mostravam, entendo o vazio do meu coração, (...) só ainda não consigo entender a falta de compreensão que tenho sobre o meu jeito.
Entretanto, em mim despertei aquela sensação de sozinha tudo conseguir e acompanhada nada alcançar.
(...)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Revolta das Palavras : da desilusão à insurreição GERAL!

  Preocupado com o sentido exacto que daria às suas poesias, o poeta examinou atento cada palavra e sua aplicabilidade. Viveu com elas. Revirou-as de um lado para outro, virou às avessas cada uma. Notou, com isso, que escrever era arte complicada e exigia muita perícia e pesquisa.
  As palavras passaram a poder ter diversos significados dependendo da conotação que o poeta queria dar ao texto. Sentiu-se mal em expô-las a tal situação de inconveniência e dúvida, mas era necessário colocar tudo em pratos limpos. Elas, as palavras, não gostaram de estar a ser remexidas. Num verso solto no meio do poema pareciam saltar com medo do que viria a seguir. Mas o poeta as fez resistir e tentou minimizar o impacto de tantas interpretações com sentidos e significados. Tratou, o escritor, de apenas qualifica-las com modestos adjectivos suaves acreditando que assim todas as palavras do texto passariam a trabalhar a seu favor. Ledo engano. Elas sentiram-se subjugadas, menosprezadas pelo autor e trataram de se revelar largando-se pelos versos de maneira aleatória e quase provocando falta de sentido ao poema. Não fosse a habilidade do profissional que as criava, elas teriam exercido total comando sobre o trabalho que estava sendo executado, mas o poeta as cercou de advérbios e ordenou as acções com imagéticos verbos transitivos dando um complexo parâmetro estratégico para poema.
Foi assim, com essa luta travada de difícil resolução, que finalmente o poeta conseguiu colocar o ponto final em seu trabalho. Sim porque a pontuação pontua-te a vida! Pois poeta és, numa vida inteira, mas não és nenhuma palavra até a conquistares. Neste momento, as palavras comando o mundo! Guerra entre o homem e as palavras  ? Não. Essa batalha já está mais que vencida. As palavras vencem o homem, devastam-o, recriam-o e consolam-o. 

E agora ? Continuas a querer ser um poeta ou preferes uma vida com a palavra ?
Escolhe bem. Pois elas não precisam da tua atenção, tu é que as procuras sempre que a tua vida te pede para te expressares. Elas são mudas e cegas, já tu não o consegues ser... 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Olha o olho da Menina...

...tu não sabes de que sou feita, nem o que eu consumo para te falar à minha maneira.
Não me deste o devido valor, não soubeste me amar.. Não soubeste manter o seguimento do meu olhar e escrever mais uma página no meu livro. Talvez ganhes algo ao ser assim dessa maneira, mas isto já não é a minha primeira vez, nem tão pouco será a minha última vitória.
No reflexo da minha espera vejo uma longa calçada para aprender a caminhar... vale a pena percorrer uma mentira só para chegar ao meu complemento ?
Todas as vezes que me olhava ao espelho via que o castanho dos meus olhos cada vez escureciam mais... Ninguém sabe olhar o olho de uma menina.. Ninguém sabe descrever o pestanejar do olho de uma menina, nem tão pouco ver que se trata de uma menina num corpo de uma Mulher. Mas ninguém o quer ver, apenas sabem e bem , julgar e abusar do que está à frente sem conhecerem cada peça que me compõe.
Deixo que o brilho do dia desfoque a solidão que me persegue. Pois ao contrário de ti, eu sei bem o que eu quero, quero que este olho de menina se torne no olho de um amar, na ambição de um sonho, na concretização de uma vida.
Sim, eu vou tentar fazer-me feliz, não posso ouvir-te, não posso fraquejar cada vez que ouço o teu nome.. Não passas de um B.I. de entrada e saída na minha vida.. eu sou mais que uma identificação, sou um corpo com história!
Agora vamos lá de olho no olho falar da mesma maneira. (...)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amo (...) então somos(...)?


 Amo quando me deixas no canto e quando fazes pontaria para o meu pé, e não consigo caminhar, correr atrás de ti e depois lá vem a lágrima a socorrer a bala que trespaçou os tecidos em que tu própria tocaste. 
Amo quando me mentes e dizes que tudo apazigua, mas só estás a pedir-me para estar novamente nua. 
Mente aberta, recorre ao nada que nele tudo existe! 

Agora são 23:06 não sei se vou até o centro dos meus pensamentos andar à toa nas nuvens fofas que criei e conseguir respirar o vento do mar que é todo meu, observar as arrebentações das ondas na praia, ou se fico aqui neste quarto frio sozinha esperando talvez o telefone a tocar com uma noticia menos comum.
Somos meninos quando devemos ser homens e homens quando devemos ser crianças travessas que roubam frutas e vão comer em cima de uma pedra ou no fundo de uma rua, numa grande desconfiança que o segurança ou o dono do pomar possa vê-lo devorando com insanidade tal fruta.
Então somos homens ou somos crianças? Somos adultos maduros e sabemos o que queremos?

sábado, 3 de setembro de 2011

Batalha aquela luta.



Um militar que não é enviado à frente da batalha não fica satisfeito, porque o repouso no acampamento não lhe proporciona nenhuma promoção. Cede como o militar, e não aspires  um repouso que enfraqueceria o teu corpo e entorpeceria a tua alma.
Olha para o lado e vês aquilo que tanto querias e gostavas de sentir. A luta do ter e do sentir. TRAVA-A! Essa luta não é o fogo das batalhas, mas as amarguras da vida, onde muitas vezes necessitamos de mais coragem que um combate bem executado.
Por isso é que nunca nenhuma bala trespaçou as àsguas em que me afoguei, nem nunca o álcool curou as feridas que nelas estás tatuado.