sábado, 24 de setembro de 2011

( Era uma vez...)


E sempre que posso sento-me ao som da tua canção, escuto a tua voz e imagino a noite em que a escreveste. Vejo aquela garrafa na mesa já meia vazia, o cinzeiro caído naquela farta sensação de sentires que não encontras a essência na tua melodia. Mas agora naquele palco despertas em mim toda a minha atenção e o meu lado excepcional de criança. Deixo-me abraçar em cada nota e descaio o meu rosto sobre as minhas mãos e deixo-me .. fico a observar-te.. De roupa desportiva, descuidada, colorida, comecei bem a entrada na tua noite. Uma coisa é certa, foi para mim que o teu olhar se dirigiu, foi em mim que ele fixou e sorriu, fosse por troça ou não, não passei em branco :)
Tudo parecia vazio. Não ouvia mais nada nem ninguém. Cruzei os pés e deleitei-me na cadeira. A única coisa que sentia era o pulsar do meu peito, sabes, era leve... devagar... não tinha qualquer dificuldade em me perder naquela magia da noite e de toda as pessoas repararem... o meu coração nem um segundo acelerou... Já com olhos meios pintados meios nus, dou voz ao pensamento e descobri que a tranquilidade do meu peito deve-se somente a ti. Porque nunca me tocaste no coração, apenas meu serás sempre e foste sem me tocares no coração. Não preciso de te afirmar, de te beijar, de te abraçar, de te aplaudir, os outros faziam isso por mim. Só havia uma coisa que sabia que ninguém faria por mim: eu estar sentada como estava a admirar-te e ver o quanto a música muda uma vida.
Acredita a minha admiração, o meu olhar sobre ti, nada mais nada menos foi como o maior aplauso na tua vida, pois a imagem ficou mais nítida e o momento mais claro e vi que perdeste(-me) a senhora da tua razão, a única mulher que jamais te iria desfazer, tudo porque neste mundo tudo o que é pouco é tão essencial como o nada que é muito.
Nesta altura, sonhava com príncipes, verdadeiros Homens, sabes ? Mas aprendi que não posso esperar pelos príncipes há que beijar os sapos. :)
E não, esta história não é verídica, nada disto me aconteceu, apenas me deixei levar por uma música e descrevi o que vi na fotografia. Esta menina era um ser tão perdido mas na loucura de estar perdidamente apaixonada.
Vitória, vitória, acabou-se a história. 

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