sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Um passo.
Nas trilhas deste mundo sem porteira, há sempre em comum uma triste história : a da seta e a sua mira certeira. Pode acusar um episódio sem glória convencido por um sentimento mesquinho e usado.
Sinto-me abusada pelo tempo... só me transbordam incertezas e questões que sei que o orgulho trava as suas respostas. Mas precisava tanto delas...
Fantoche sem armas, boneca de trapos já rasgada.
Tantas foram as vezes que comi o lixo que deixaste pelo caminho... de tantas me fizeste o teu saco de boxe. Agora ? o coração aperta por um simples sentimento : a saudade. Saudade desmedida de um único carinho e de fazer do dia uma noite só minha!
Faço de mim vadia retaliando com o luar todos os passos que dou na sua calçada, alcançando toda a vida que nela adormeci, recuperando toda a força que a tua estrela guardou!
Diz-me, que faço eu aqui ainda à espera da tua compreensão ?
Não espera! Escuta! Porque te custa tanto fazer-me feliz ? Sou assim tão repugnante ? Tu absorveste sempre tudo o que era meu! E eu sempre te olhei com orgulho, mesmo quando me pisavas o sorriso.
Mas sabes que mais ?
Eu sou a pergunta e tu deixaste de ser a minha resposta.
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