quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Não há amor. Há encantamento!



Tu existes mas eu invento-te (sem debilidade) numa sedução assumida, num prazer de atracção que roça a paixão, o êxtase, numa liberdade feliz de ser amada. Quando o meu abraço aflora nas tuas costas é surpreendente a magia que me envolve num movimento contínuo de insinuações, provocações, que aquecem as nossas proximidades físicas que não se rendem. Bem pelo contrário, desafiam-se. 
Não há amor, há encantamento. Não há vitória, há luz interior que clareia a circulação e adoça o coração. Há ondas de perfume pelo ar que marcam a sensualidade. Ficamos Sóis entrelaçados nos sorrisos, nos olhares, nas palavras por dizer hipnoticamente abrasadoras. Há um esplendor crescente que cintila na pele tocada, olhada, devorada, num quase ritual de contenção sem fragilidades mas intensamente acariciante. 
Tu existes mas reinvento-te, quando os teus lábios me tocam no rosto tão suavemente como se a Primavera nascesse dentro de nós. 
Há realidades proibidas que se controlam quando o coração pode mais do que o dever. 
Somos cúmplices na atracção, num código indecifrável do qual só nós temos a chave: segredo

Nenhum comentário:

Postar um comentário