Não sei como começar, nem tão pouco o que dizer. Fico perplexa com toda a confusão que do nada me invade a mente.
Silêncio-me nas poderosas palavras do silêncio. Retenho-me do enorme barulho do sliêncio, que se entranha dentro dos meus ouvidos e me faz confusão na minha cabeça. O silêncio é muito barulhento. Não estou a saber lidar com ele. Refugio-me num lugar seguro. Ou melhor, tento. Na verdade, esse silêncio que me perturba acompanha-me em qualquer lado. Peço, imploro que se afaste mas ele não respeita. sinto-me mais uma vez sozinha. com vontade de cometer todas as loucuras, como quando tinha 15 anos. Afinal, o que se estará a passar. Será que tudo o que vivi não deu em nada. todos os anos, que julgo se terem realizado não passaram de meros sonhos e insignificantes ilusões (...) não posso crer. pensava que a vontade de sacrificar os pulsos, já tinha passado. que a vaidade do suicidar já tinha fugido em pune. eu ensinara algumas pessoas, que hoje ainda se cruzam na minha vida e me agradecem o facto e a disponibilidade que dei, para as fazer perceber coisas erradas. Limitei-me a fazer o certo. o merecido. mesmo, ainda não conhecendo, eu não me 'perdoei'. nao liguei a birras, inseguranças e insignificâncias. Atirava-me de cabeça, sem dó nem piedade de mim mesma. Na mais pura da verdade, por outros. No inicio, todos me tratam pela menina perfeita. sem defeitos. sem interrogações. sem problemas. forte e no entanto sensível. Eu aviso antecipadamente, que o mundo onde vivo. a pessoa que eu sou. que tudo o que me rodeia e faz parte do meu dia a dia, não é um mar de rosas. não sou um conto de fadas. Eu aviso previamente e ninguém quer acreditar. na altura, que erro, todos me julgam de uma vez só. não perdoa o facto de errar é humano ! eu tambem sou um ser humano. não sou a fadinha mais valiosa do conto de fadas mais belo que só quer bem a todos. tenhos os meus problemas. amo muita gente e no entanto, não suporto outra tanta. todos me jogam a cara as asneiras mas ninguem se lembra, que fui eu que deitei a mão, mesmo quando não conhecia. começo a pensar, que quando passo na vida de uma pessoa, tenho apenas uma missão a cumprir. quando essa mesmo se concretiza, eu desapareço. eu voo por entre as planices mais altas, à procura de mais uma vida para mudar. mudar e melhorar. sinto-me bem, enquanto ajudo. o mais certo, é que fico mal, quando me prejudicam.
moral da história : somos todos diferentes e no entanto todos iguais.
Se calhar não conheço bem a forma de lidar com a minha ausência na minha rotina que está a chegar.
Acho que não saberei lidar quando estiver de partida. Chego a pensar se me conheço e se não passo de uma saída da vida de alguém (...)
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