Não me utilizes como um sedativo, precisas demais de mim na tua vida.
Julgas-me ser a tua cama feita de todas aquelas noites que para mim eram de trovoada, para ti eram de sonho.
Vês passado em mim que para ti te parece o presente, o teu novo eu vindo de mim, mas enganaste. Enganaste-te na porta de saída. Deste de cara com quem te veio a dar luta demais para quem não passava de uma criança ainda por nascer na realidade do meu coração.
Mas esquece. Esquece tudo o que te apetece tentar.
Tenta mazé aventurar-te nessa tua nova etapa, aquilo a que chamámos de Vida.
Beija quem te magoa, sorri a quem te abandona, chora para aquele que te oferece a mão para subires mais um degrau. Enamora-te com os perigos que esta vida contém.
Apenas não arrisques sequer pensar, saber-me conhecer.
Mas é como te digo:
Cada um descobre o seu anjo tendo um caso com o demónio.
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