quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Aguentarei.

Eu escolhi. Optei por voltar e entrar naquela vida. Sabia que não estava nas melhores condições, sabia que não seria capaz de dar o melhor de mim, mas aos poucos, ia construindo o meu castelo com ele... As peças estavam no chão, apenas as iamos montar lentamente, para que nada nem ninguém se magoasse e perdesse de novo o seu castelo. Por entre mágoas, pedidos, incompreensões, o castelo caiu ainda mal a base estava montada. Era noite, descontroladamente ainda chamei o nome dele e ditei o que sentia. Por mais sapos que tenha beijado, só nele estava o principe, mas é quase como a história de Inês de Castro e Pedro, por amor se morre, e por amor o meu coração está desfeito e os olhos navegam por um rio sem fim. 
(desculpem , fui interrompida pelo sábio. nunca o vi assim, ele preocupado a dizer que não me iria ralhar e só quando disse que pela primeira vez tinha gostado mesmo de alguém mas que não conseguia dar o melhor de mim, nem terminei a história....ele com uma cara triste desviou a cara. )
Neste momento encontro-me completamente sem chão, as lágrimas caiem sem eu pensar, sem eu querer. Não vejo nada que me dite o certo, embora eu seja inteligente o suficiente para saber o que fazer e para dizer que não tive culpa. 

Continuarei a ser uma princesa, perdida no meio de tanta carruagem, não  a tua espera, mas à espera de alguém que me saiba acolher e me faça ver que está tudo bem, que nada está perdido, que é só mais uma queda, que é só mais um pesadelo. 
E eu ? Aguentarei... 



Mas é como já disse e referi algures: MAS depois há sempre aquelas paragens do comboio, em que a pessoa sai mais uma vez e nunca mais entra. É como se um vento cortasse o nosso coração e do nada, tudo começava a chover no nosso rosto.... 
Fim.


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